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SAIU NO OPÇÃO!

Jornal Opção coloca deputado Karlos Cabral como um dos nomes mais fortes na eleição deste ano para prefeito de Rio Verde

Em período que antecede campanhas eleitorais, as articulações, iniciadas tão logo finalizado o pleito anterior, caminham a todo vapor. Em cada município, um cenário diferente. Mas as aspirações são sempre as mesmas: viabilização de nomes, busca por aliados, dinheiro para tornar viável a campanha. Em resumo, poder — e o pacote de benesses incluso.

Em Rio Verde, o prefeito Juraci Martins (PSD), ex-DEM, larga na frente dos pré-candidatos. O pessedista é o nome do governador Marconi Perillo na cidade. Vai ter o apoio de toda a base governista, inclusive do DEM, seu ex-reduto.

O deputado federal, Ro¬naldo Caiado (DEM), chegou a cogitar a candidatura de Flávia Cunha, filha do ex-prefeito Paulo Roberto Cunha (PP), que faleceu em junho deste ano e era pré-candidato, mas recuou. Marconi já deixou claro que vai se empenhar no propósito de reeleger Juraci.

Na verdade, a vitória do prefeito é tão importante para Marconi quanto para Juraci. Como o ciclo é vicioso (termina uma campanha e começa outra), o governador apoia Juraci pensando lá na frente: 2014. Rio Verde é um dos maiores municípios goianos e o mais rico em produção agrícola no País. É fundamental ter como aliado o prefeito desta cidade — foi o que aconteceu, frise-se, na campanha de Marconi ao governo no ano passado.

Na oposição, dois nomes cotados: Karlos Cabral (PT), deputado estadual eleito com 12 mil votos, e Leonardo Veloso, secretário de Agricultura no governo Alcides Rodrigues (PP). Leonardo deixou o PP este ano e se filiou ao PMDB. Para os peemedebistas, o ex-secretário veio para unir forças. Junto com Karlos Cabral (o primeiro de vice, o segundo de candidato), avaliam, ele pode combater Juraci Martins. O ex-prefeito de Senador Canedo, Vanderlan Cardoso (PMDB) é, inclusive, um dos defensores dessa união.

Mas nem tudo é unidade no PMDB. O partido não está coeso no que diz respeito à aliança com o PT. Parte da legenda não abre mão da cabeça de chapa e defende candidatura própria, com o nome de Leo¬nardo Veloso. Já o PT está trabalhando para lançar Karlos Cabral e quer o PMDB como aliado. A vice é garantida.

Assim como nos demais municípios goianos, em Rio Verde, o PT segue com o mesmo discurso, de que a orientação é caminhar com os mesmo partidos da base de sustentação da presidente Dilma Rousseff (PT). Nesta lógica, o PMDB é o mais importante. “Não posso deixar de enfatizar isto”, afirma Karlos Cabral.

Em 2008, Cabral perdeu a disputa da prefeitura para Juraci Martins. O deputado não admite que será candidato (políticos são mestres em usar o velho discurso, de que ainda é cedo para dizer), mas garante que, se for, não quer cometer os mesmos erros. Quais erros? Ele assinala o bom plano de governo, mal elaborado, como o principal.

Desta vez, diz ele, o PT quer organizar as ideias, amadurecer as propostas, para só então apresentá-las à população. “Estou focado no meu trabalho [na Assembleia Legislativa]. Se lá na frente vou aceitar, vai depender do contexto”, desconversa. Questionado se há outros nomes além do dele, responde que sim. “Vereadores e pessoas influentes”, se limita, sem nominar.

Na opinião de Karlos, Juraci tem vantagem em relação aos outros candidatos. Porque tem a máquina do governo a seu favor, a mídia, e porque assume uma prefeitura cujas administrações anteriores foram desastrosas. “Qua¬lquer político que assuma depois de uma gestão negativa, se trabalhar um pouco, vai ter vantagem”, opina. Karlos Cabral acredita que a disputa será polarizada entre Juraci Martins e um único candidato da oposição. Ele avalia que esta união em torno de um único nome facilita o embate.

O ex-secretário de Agricultura Leonardo Veloso rebate: “O PMDB é muito forte na cidade. Por isso não tem menos de 25 mil votos de saída.” De qualquer forma, é preciso correr contra o tempo. A mídia, diz ele, está ao lado do prefeito Juraci Martins.

Leonardo reclama que qualquer problema levantado pela oposição é abafado pelos veículos de comunicação, o que dificulta a vida dos opositores. “Fica parecendo que a oposição não existe. Mas sabemos muito podre do prefeito. Na hora certa daremos um jeito de tirar as cartas da manga.”

De acordo com Leonardo, o PMDB tem buscado alianças, mas até o momento só houve conversas iniciais. “Não avançamos.” A parceria com o PT não está acertada. “Existe uma força no partido que está subjugada”, declara, dando a entender que o PMDB não quer ser o partido secundário na aliança.

Sobre a candidatura de Karlos Cabral, com apoio do PMDB, ele manda um recado: “É preciso encontrar um equilíbrio. Por mais que esteja bem avaliado nas pesquisas, pode indicar um vice e continuar na Assembleia Legislativa.”

O neo-peemedebista garante que o PMDB tem munição para disputar a Prefeitura de Rio Verde contra Juraci Martins. A legenda está aguardando, estrategicamente, o momento de ir a campo. “Não estamos mortos, como avalia o prefeito e seus aliados.” (Jornal Opção)

 
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